quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Castanhas e e escrita



Vendedor de castanhas

Numa tarde chuvosa neste Porto
No Outono frio, ventoso e cinzento
Um homem vende doses de calor
Em folhas de jornal velho embrulhadas.

No pedaço de papel o conforto
Do bom petisco assado no momento
P’la perícia antiga do vendedor
A preparar as castanhas assadas.
Diz-me velho vendedor de castanhas
Que já fazes parte desta cidade
Nos dias frios que só tu entendes!

Quanto é mesmo aquilo que tu ganhas
Com o meu sorrir de felicidade
Ao comer com prazer o que tu vendes?
de João Natal

4 comentários:

Zira disse...

Abençoado o castanheiro que deu tão belas castanhas !

DOCETERE disse...

pois, Zira...como nos humanos há uns e os outros, neste contexto há castanheiros e castanheiros!!!Bjs para ti e para quem apanhou e ofereceu as castanhas.

Zira disse...

Eu apanhei muitas!
Mas não essas



beijo

DOCETERE disse...

Guardaste todas para ti, muáaaaa.
Fernandita deu a mim...