quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Outro poema de Eugénio de Andrade

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Quando a ternura parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca, inda demora,
quando azuis irrompem os teus olhos
e procuram nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas
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