terça-feira, 29 de setembro de 2009

Viagem


"Aparelhei o barco da ilusão

E reforcei a fé de marinheiro.

Era longe o meu sonho, e traiçoeiro

O mar...

(Só nos é concedida

Esta vida

Que temos;

E é nela que é preciso

Procurar

O velho paraíso

Que perdemos.)

Prestes, larguei a vela

E disse adeus ao cais, à paz tolhida.

Desmedida,

A revolta imensidão

Transforma dia a dia a embarcação

Numa errante e alada sepultura...

Mas corto as ondas sem desanimar.

Em qualquer aventura,

O que importa é partir, não é chegar. "
.
Miguel Torga

2 comentários:

JOE ANT disse...

Mas...
´"Há Mar e mar...
Há Ir e voltar"

****
Normalmente, a gente sempre volta !!! (???)

TERE disse...

Depende...
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