terça-feira, 3 de maio de 2011

Poesia

Ainda sabemos cantar,

só a nossa voz é que mudou:
somos agora mais lentos,
mais amargos,
e um novo gesto é igual ao que passou.


Um verso já não é a maravilha,
um corpo já não é a plenitude.

Eugénio de Andrade

3 comentários:

Lídia Borges disse...

Que bom!... Chegar aqui e encontrar Eugénio e este poema.

Obrigada!

Um beijo

Mai disse...

Ainda bem que resta-n os o canto e a poesia.


P.S.

A fotografia do template está magnífica.

beijos, amiga.

TERE disse...

Obrigada a Lídia...Obrigda a Mai. Bjs