segunda-feira, 6 de julho de 2009

Soneto à moda antiga... para Tere!


Murcharam por agora as nossas flores
Não soubemos adubá-las nem regar
Como num bosque só há silvas a trepar
Assim como podem florescer amores?

Por isso a vida, amor, não tem sentido.
Melhor será baixar o pano da cena
Deste drama que nos rouba a vida amena,
Por especularmos sempre o que tem sido.

Murcharam para sempre nossos ramos?
Não sei. Se o regador não vai regar…
Melhor será os ramos secos podar.

Por isso a vida, amor, oh! breves enganos!
Que se diluirão na imensidão dos anos
E na alegria de cada breve acordar.

Jorge Marrão

3 comentários:

(Carlos Soares) disse...

Cuidar dos nossos jardins com amor,regando todos os dias. Assim as flores não vão morrer e nossa vida sempre estará enfeitada..beijos

TERE disse...

Carlos Soares...cuidemos,pois.

Abraço.

TERE disse...

ZIRA!

Obrigada por postares o poema do teu irmão Jorge, que eu tanto estimo.
Do poema também gostei.MUITO.

Para ele e para ti um carinhoso e caloroso abraço.


M. Teresa